Inspirado no Projeto Songbook do meu grande parceiro Pablo Castro, estou iniciando uma série de postagens com histórias de compositores da música popular brasileira. Começo com esse trecho de entrevista em que João Bosco narra seu encontro com Vinícius de Moraes em Ouro Preto. Sempre chamou a atenção a receptividade da geração de Tom e Vinícius aos compositores da geração seguinte, como o próprio João Bosco, Chico, Milton, etc. Vale lembrar a estréia de João no "disco de bolso" do Pasquim, compacto simples em que a sua parceria com Aldir Blanc foi o outro lado de nada mais nada menos que a 1a. gravação de Tom para Águas de Março.
Espaço que visa divulgar e disponibilizar trabalhos de criação e crítica referentes à MPB e música popular, não apenas para promover o intercâmbio de gostos e opiniões, mas fundamentalmente catapultar o debate sobre o tema.
Cerejas
Silêncio
A Câmara Municipal está tratando de abolir os barulhos harmoniosos da cidade: os auto-falantes e as vitrolas. [...]
Gosto daqueles móveis melódicos e daquelas cornetas altíssonas. Fazem bem aos nervos. A gente anda, pelo centro, com os ouvidos cheios de algarismos, de cotações da bolsa de café, de câmbio, de duplicatas, de concordatas, de "cantatas", de negociatas e outras cousas chatas. De repente, passa pela porta aberta de uma dessas lojas sonoras e recebe em cheio, em plena trompa de Eustáquio, uma lufada sinfônica, repousante de sonho [...] E a gente pára um pouco nesse halo de encantado devaneio, nesse nimbo embalador de música, até que a altíssima farda azul marinho venha grasnar aquele horroroso "Faz favorrr, senhorrr!", que vem fazer a gente circular, que vem repor a gente na odiosa, geométrica, invariável realidade do Triângulo - isto é, da vida."
Urbano (Guilherme de Almeida), 1927.
A Câmara Municipal está tratando de abolir os barulhos harmoniosos da cidade: os auto-falantes e as vitrolas. [...]
Gosto daqueles móveis melódicos e daquelas cornetas altíssonas. Fazem bem aos nervos. A gente anda, pelo centro, com os ouvidos cheios de algarismos, de cotações da bolsa de café, de câmbio, de duplicatas, de concordatas, de "cantatas", de negociatas e outras cousas chatas. De repente, passa pela porta aberta de uma dessas lojas sonoras e recebe em cheio, em plena trompa de Eustáquio, uma lufada sinfônica, repousante de sonho [...] E a gente pára um pouco nesse halo de encantado devaneio, nesse nimbo embalador de música, até que a altíssima farda azul marinho venha grasnar aquele horroroso "Faz favorrr, senhorrr!", que vem fazer a gente circular, que vem repor a gente na odiosa, geométrica, invariável realidade do Triângulo - isto é, da vida."
Urbano (Guilherme de Almeida), 1927.
31 de outubro de 2011
30 de outubro de 2011
Quando Mingus encontra o samba
Graças à magistral parceria de Guinga e Aldir Blanc, Mingus encontra o samba. Essa versão instrumental tem a assinatura do Marcus Tardelli, violonista de mão cheia discípulo do Guinga.
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27 de outubro de 2011
Na estante - Saindo da sarjeta
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17 de outubro de 2011
Projeto Songbook, mais uma edição
Meu parceiro Pablo Castro apresenta amanhã, mais uma edição do projeto songbook, dessa vez o cantautor é o João Bosco, na Travessa (Savassi, BH) a partir das 21hs.
Música popular e colecionismo IV
Mais da série "Trabalhos de alunos", agora como uma pesquisa feita sobre entrevistas de colecionadores de discos disponíveis no YouTube.
Alguns apontamentos feitos a partir delas:
• A maioria organiza a coleção mantendo mais acessível os discos que mais gostam e mais distantes por ordem alfabética os que menos gostam.
• Outros organizam por gênero musical suas prateleiras.
• Nas entrevistas é possível observar o mais diverso público embora predominantemente foram entrevistados pessoas de melhor estrutura financeira.
• Alguns são proprietários de lojas de vinis e tem coleção pessoal.
aluno: Sanzio Caldeira do Carmo
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